A redução das taxas de incidência e mortalidade pela tuberculose no Brasil exige abordagem multissetorial

Mariângela Ribeiro Resende, Editora Associada RESS, Professora titular de Infectologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, São Paulo, Brasil.

Logo do periódico Epidemiologia e Serviços de SaúdeAraujo e cols., em seu artigo Tendência temporal da incidência e mortalidade por tuberculose pulmonar: estudo de séries temporais, Sul da Bahia, 2010-2023, publicado no vol. 34 do periódico Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do SUS, em agosto de 2025, observaram que a incidência média da tuberculose nos territórios estudados mostrou-se elevada, com a Costa do Descobrimento mantendo a incidência geral, por sexo e faixa etária, acima da calculada no Extremo Sul da Bahia. Além disso, na análise temporal, observou-se tendência estacionária, tanto na incidência quanto na mortalidade. O período avaliado inclui a pandemia de covid-19, que provocou uma desorganização significativa, subnotificação, retardo diagnóstico e aumento de óbitos pela doença, revelados nos dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

 

 

Os autores asseveram que a redução das taxas de incidência e mortalidade pela tuberculose exige abordagem multissetorial relacionada à saúde, educação e proteção social. De acordo com essa abordagem, devem-se considerar as particularidades de cada território e município afetado, bem como os custos catastróficos enfrentados pelas famílias. Em 2026, a Organização Pan-Americana da Saúde adota a seguinte proposição: “Nós podemos acabar com a tuberculose: com a força da atenção primária, inovações e participação comprometida das comunidades”.

Nesse contexto, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde, com serviços centrados nas pessoas e próximos a elas, é prioritário. Indivíduos com alta vulnerabilidade para tuberculose – a exemplo de pessoas privadas de liberdade, pessoas em situação de rua, indígenas e pessoas vivendo com HIV – requerem ações multissetoriais efetivas e constantes.

O presente estudo avalia indicadores locais que revelam características sistêmicas da tuberculose no Brasil, há a necessidade de condução de estudos que avaliem o impacto de diferentes intervenções para a eliminação da tuberculose como problema de saúde pública no Brasil, bem como estudos de análise econômica para destinação de recursos e políticas públicas com resultado expressivo e em curto prazo.

Para ler o artigo, acesse

ARAUJO, M.C., et al. Tendência temporal da incidência e mortalidade por tuberculose pulmonar: estudo de séries temporais, Sul da Bahia, 2010-2023. Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do SUS [online]. 2025, vol. 34, e20240778 [viewed 17 April 2026]. https://doi.org/10.1590/S2237-96222025v34e20240778.pt. Available from: https://www.scielo.br/j/ress/a/LJZ777B4tD3PHXcQs3xPzbn/

Referências

Podemos acabar com a tuberculose: apoiados por uma Atenção Primária à Saúde fortalecida pela inovação e pelo compromisso dos profissionais de saúde e das comunidades. Organização Pan-Americana da Saúde. 2026. [viewed 17 April 2026]. Available from: https://www.paho.org/pt/eventos/podemos-acabar-com-tuberculose-apoiados-por-uma-atencao-primaria-saude-fortalecida-pela.

Link externos

Centro de Formação em Ciências da Saúde 

Epidemiologia e Serviços de Saúde – RESS

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Epidemiologia e Serviços de Saúde – Site do periódico

 

Como citar este post [ISO 690/2010]:

RESENDE, M.R. A redução das taxas de incidência e mortalidade pela tuberculose no Brasil exige abordagem multissetorial [online]. SciELO em Perspectiva | Press Releases, 2026 [viewed ]. Available from: https://pressreleases.scielo.org/blog/2026/04/17/a-reducao-das-taxas-de-incidencia-e-mortalidade-pela-tuberculose-no-brasil-exige-abordagem-multissetorial/

 

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