Lucia Maria Almeida Braz, pesquisadora, Departamento de Medicina Preventiva/FMUSP, Instituto de Medicina Tropical/FMUSP, São Paulo, SP, Brasil.
Pesquisadores da Fiocruz, Rio de Janeiro, e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, RJ, Brasil, realizaram um estudo retrospectivo com análise da incidência de esporotricose humana, complementada por metodologias espaciais. Foram estudados os dados de casos notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) de 2007 a 2023.
A esporotricose, causada pelo fungo do gênero Sporothrix é transmitida por gatos, é uma das zoonoses (doenças infecciosas transmitidas naturalmente entre animais e seres humanos) de disseminação mais rápida no estado do Rio de Janeiro, Brasil 1,2 e foi abordada no artigo Temporal tendencies and spatial patterns of human sporotrichosis in Rio de Janeiro State, Brazil, 2007 to 2023 publicado na Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (vol. 68, e2, 2026).
O estudo analisou o comportamento da esporotricose ao longo de 16 anos (2007 a 2023), revelando um crescimento significativo da doença. Foram registrados mais de 15 mil casos, com uma predominância marcante no público feminino (64,4%). A incidência da doença deu um salto, sendo 2,3 vezes maior no período recente (2016–2023) em comparação ao período inicial (2007–2015). Nos últimos anos, os “aglomerados” de casos tornaram-se mais frequentes e geograficamente mais amplos.

Imagem: Via Unsplash
O estudo concluiu que os processos de urbanização, combinados com características culturais e zoonóticas, favorecem a expansão da esporotricose. Análises espaciais são essenciais por seu potencial para identificar padrões geográficos na distribuição da doença, pois facilitam a compreensão de fatores ambientais, demográficos e sociais relacionados ao agravamento e à disseminação de doenças endêmicas como a esporotricose.
Para ler o artigo, acesse
CUNHA-E-SILVA, R.R., et al. Temporal tendencies and spatial patterns of human sporotrichosis in Rio de Janeiro State, Brazil, 2007 to 2023. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo [online]. 2026, vol. 68, e2 [viewed 30 March 2026] https://doi.org/10.1590/S1678-9946202668002. Available from: https://www.scielo.br/j/rimtsp/a/4qynqrn9rXfNg6HVSSCC6Lc/
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Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo – SciELO
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