Category: Bak

A teoria do romance de Mikhail Bakhtin e a “filologia insurgente” de Aleksei P. Barannikov

Ilustração de uma cena dentro de uma biblioteca repleta de livros, onde dois homens com trajes formais discutem animadamente, cercados por pilhas de literatura.

No início do século XX, intelectuais russos e soviéticos desenvolveram pesquisas que inovaram a filologia. Habitando um espaço entre o Ocidente e o Oriente, vários deles valorizavam os estudos orientais e as perspectivas de pensadores indianos, criticando a filologia indo-europeia e promovendo diálogos com a teoria do romance de Mikhail Bakhtin. Read More →

Rigor e precisão nas ciências da linguagem. Existem parâmetros fixos para uma interpretação?

Capa do livro de Filipe Gomes

A ciência exige rigor e precisão. A aplicação desses critérios, porém, varia entre as ciências da linguagem, particularmente nos estudos do discurso, e as ciências da natureza. Por isso, é fundamental considerar como a entonação expressiva dos enunciados se conecta à avaliação social e refletir sobre as possíveis implicações epistemológicas desse conceito na interpretação dos discursos. Read More →

Encruzilhada de saberes e mundos possíveis

Ilustração digital feita por IA mostrando três pessoas

Se nossas leis e normas tomassem como base os ensinamentos e saberes ancestrais dos povos negros e indígenas, em que mundo estaríamos vivendo hoje? A literatura de ancestralidade negra, e especialmente a poética dos orikis e mitos iorubás e ianomamis, constituem um desafio à compreensão de nossa brasilidade, baseada em crenças cristãs e eurocêntricas. Read More →

Nomear é uma forma de dominar? Designações em disputa e discursos de resistência

Imagem, gerada por Inteligência Artificial, de diversas mulheres sorrindo e segurando absorventes.

A importância do “nomear” vem sendo atestada por meio de um ativismo linguístico-discursivo que visa a resistir e enfrentar colonialidade linguística, podendo, no entanto, tornar-se uma prática de censura, como recentemente se viu no governo americano, que listou termos proibidos em comunicações científicas e propostas de financiamento. Read More →

Contraponto em escala bakhtiniana para ler Saussure em Bakhtin

Representação artística de um diálogo entre ideias inspiradas em Bakhtin e Saussure, gerada por inteligência artificial

Mikhail Bakhtin confere importância ao trabalho de Ferdinand de Saussure enquanto ciência da língua. Isso, inclusive, permite que a Análise Dialógica do Discurso floresça, indo na contramão do pensamento de que o autor russo desmerece a colaboração do autor genebrino para a área, mostrando como tal reconhecimento ocorre ao longo da obra bakhtiniana. Read More →

É preciso saber dialogar para fazer ciência

Imagem de Mikhail Bakhtin e Umberto Eco em conversação em ambiente acadêmico, gerada por inteligência artificial.

A comparação entre o autor-criador de Bakhtin e o autor-modelo de Umberto Eco leva a também pensar a figura do leitor em ambos os autores. A forma como o autor escreve o artigo que (des)aproxima os dois grandes teóricos da literatura torna o texto um bom veículo de discussões científicas nas Humanidades. Read More →

Pombagira na encruzilhada dos sentidos: perspectivas não-hegemônicas são essenciais para ler a cultura brasileira

Capa do álbum “Traviarcado” de Bixarte. Na imagem, Bixarte, uma pessoa de cabelos longos, posa diante de um fundo vermelho vinho, vestindo uma roupa preta e joias. Na parte superior, consta o título do álbum em letras douradas.

Resumo: O uso das mitologias na obra de arte é a base para ler Maria Padilha na música homônima de Bixarte, assim como para lembrar ao leitor que a cultura hegemônica não serve para ler todas as formas de viver no mundo. Read More →

“Tá repreendido em nome de tu mesmo”

Cartum publicado em uma conta de Instagram mostrando dois personagens, um homem vestindo gravata vermelha, boina verde e camisa azul, e Jesus. Jesus diz: "Atire a primeira pedra aquele que nunca pecou", ao que o homem responde agressivamente: "Bandido bom é bandido morto!". O rosto de Jesus reflete surpresa diante da resposta do homem. O título do cartum é "Cristofobia".

A análise do termo “cristofobia”, popularizado pelo ex-presidente da República (2019-2022), revela incompatibilidades na sua adoção pela comunidade cristã brasileira, especialmente a neopentecostal. As incongruências dessa apropriação são enfatizadas nas charges de André Lafayete, artista que destaca, de maneira irônica, as complexidades associadas à interpretação do termo. Read More →

Mitos arcaicos e neomitos na cultura nacional cazaque

Capa do livro “Fita Verde no Cabelo (Nova Velha Estória)", com ilustração de um lobo onde sua pelagem é substituída por desenhos de árvores, flores e outras plantas. Atrás do lobo há figuras circulares em azul, laranja, roxo e branco sobre um fundo rosa. Na capa também constam o título do livro, o nome do autor (Guimarães Rosa), da editora (Global) e do ilustrador (Mauricio Negro).

Uma retrospectiva histórica a respeito da construção dos mitos e dos discursos mitológicos permite-nos uma maior compreensão tanto da literatura moderna como daquela de todos os tempos. Isso é especialmente importante em relação à literatura contemporânea do Cazaquistão que, em suas realizações recentes, utiliza e interpreta mitos locais, regionais e clássicos da cultura ocidental. Read More →

Encontro das culturas amazônica e judaica na obra de Moacir Scliar

Foto de Moacir Scliar.

O cruzamento incomum das culturas amazônica e judaica é bastante evidente em algumas obras de Moacir Scliar. Um encontro que pode ser violento ou gerador de novas ideologias, relações com o mundo e objetos artísticos únicos que provocam reflexões e exploram as possibilidades simbólicas da Amazônia na literatura e na cultura. Read More →